Oficinas


AFROFICÇÃO, com Anti Ribeiro

A oficina é um espaço de reflexão quanto à construção de uma identidade afrodiaspórica que se baseie nos elementos referenciais à cosmologia de África, buscando compreender o processo de perda da nossa memória ancestral e o quanto o ato de ficcionalizar tem o potencial de, mais do que projetar novos horizontes, preservar processos de entendimento do mundo que se distanciem da lógica eurocêntrica e colonial. Para tal, a oficina de Afroficção propõe um estudo das ferramentas historicamente utilizadas para representar o corpo negro de forma
exotizada, contribuindo para fincar estas imagens no inconsciente coletivo. A ficção, neste contexto, insere-se como ferramenta de desconstrução (a curto prazo) e destruição (a longo prazo) destas normas estabelecidas de representação. O espaço tem foco no Cinema e no Audiovisual e as referências utilizadas são, em sua grande maioria, partes deste circuito. No entanto, a ideia de ficcionalizar lugares não-disponíveis à nossa realidade é uma arma que pode servir ao artista de qualquer linguagem.

Dias: 9 a 11 de dezembro, 9h as 12h

Vila das Artes

Gratuita

Sobre a ministrante

Anti Ribeiro é sergipana e artista residente da coletiva Fugácida (@fugacida). Residente no Recife há mais de 2 anos, realizou na cidade o seu primeiro filme, intitulado O Fio, onde foi diretora, produtora e roteirista. É curadora do Recifest – Festival de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero já há duas edições. Foi produtora e membro da equipe do programa Zona Multicor, da TV Universitária de Pernambuco. Também compôs produções como: Frervo, de Libra e Thiago Santos (captação de som e imagem); As Vezes Que Não Estou Lá, de Dandara de Morais (assistência de arte); Sombra, de Fernanda Siqueira (figurino). É estudante de Cinema e Audiovisual na UFPE.


O corpo LGBTQ negro no cinema contemporâneo, com Bruno Victor

A oficina propõe uma discussão sobre cinema negro e como realizadores negros e negras estão reformulando a maneira em que se desenvolve a trajetória de personagens LGBTQs nas narrativas cinematográficas. Será debatido questões sobre identidade, representação,espacialidade e o protagonismos de negros e negras no cinema brasileiro contemporâneo produzido por realizadores LGBTQs. A oficina possui uma base teórica que nos ajuda a identificar essas produções dentro do cinema brasileiro e contribui para a análise dos filmes que serão exibidos.

Dias: 6 de dezembro, 9h as 12h

Vila das Artes

Gratuita

Sobre o ministrante

Bruno Victor é formado em Audiovisual e cursa publicidade e propaganda pela Universidade de Brasília. Dirigiu e roteirizou o curta Afronte. Também dirigiu e roteirizou o documentário Lourdes Teodoro (2016). Foi diretor de fotografia do documentário Lima(2015) e assistente de fotografia dos curtas-metragens A Caixa (2015), A Hora da Morte (2015), Waldo sem Vanda (2016). Também foi assistente de produção no programa de TV Caça aos Monstros (2016) e na Mostra de Cinema John Akomfrah – CCBB (2017), foi social mídia no Festival O Anjo Exterminador (2018), trabalhou como distribuidor de filmes na OF Produção Cultural em 2018, foi assistente de direção do curta metragem Lubrina (lançamento 2020), diretor assistente do longa Afeminadas (lançamento 2020) e Co dirigiu o curta metragem Rumo (lançamento 2020).